janela

Em foto e versos, um registro do pôr do sol no Vale do Café

Recebemos essa linda poesia inspirada no pôr do sol que se insinuava pela janela de um quarto da pousada, e porque vale muito a pena ler e reler, queríamos compartilhar a arte e a sensibilidade do hóspede Paulo Andrade que nos deu estes presentes tão ricos: o registro daquele momento em foto e versos.
Suíte 7
poema do hóspede Paulo Andrade
“A tarde pelas brechas da janela,
Tem lá fora o cantar dos pássaros,
Com a delicadeza do dia findando,
A sensação aqui dentro é a mesma,
Como se lá fora eu estivesse,
E por lá, daqui de dentro,
Apenas fico te olhando.

Passou o dia sem pouso,
Bati meu coração como dos pássaros,
Em vezes tão rápido,
Em outras tão quieto.

É tão raro ver o dia nesta calmaria,
Que me aquieto mesmo inquieto,
Que me desacelero em vento,
Que me tranco e fico aqui em mim.

Aqui dentro está tão quieto,
Que escuto o meu coração mais perto,
Se não fossem ouvidos e olhos,
Seria a plena paz que prospero,
Seria o quieto do quieto.

A natureza é tão sábia,
Que me silencia pela brecha de uma janela,
Com o despertar de uma tarde,
E o adormecer de um dia.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *